Terça-feira, Dezembro 01, 2009

Não tenho estado inspirada.Ou talvez eu esteja sem tempo pra "poetar" o cotidiano... 
Mas coisas lindas passam por minha cabeça, rapidamente... e se perdem nas aventuras que me surpreendem diariamente. 
Mas venho dizer, com um certo alívio, que estou feliz como nunca, apesar do excesso de trabalho, da correria, do pouco tempo com minha filha, de tudo isso me envolver de um  jeito alucinante e maravilhoso. Estou feliz. Ou é o clima de Natal?

Quarta-feira, Novembro 18, 2009


o vento que entra faz um carinho bom.
mexe meus cabelos com os dedos leves de quem ama.
o vento diz as coisas que quero ouvir ao pé do ouvido.
palavras doces perdidas sopradas e trazidas pelo mesmo vento.
faz a dança das folhas, da saia leve da moça bonita.
o aceno das ávores quietas, a música das folhas constante.
movimenta o dia, a cidade, as roupas coloridas no varal sob o céu.
o vento vem e traz os cheiros distantes
o aroma do almoço e o frescor de algum eucalipto.
traz a  lembrança solta,
bagunça  o quintal, a alma, o dia.
o vento que sopra e cura a ferida,
meu remédio leve para a vida...

Sexta-feira, Novembro 06, 2009






Senti sua falta enquanto dormia e você veio num sonho antigo que se repete.




O quarto envolvendo meu corpo eu eu nem sentia a luz do sol invadir a cama e tocar meus olhos.






Beijei teus lábios e esqueci que o dia batia à porta apressando meus passos para a vida.






O dia era um impulso desnescessário e inacreditavelmente inoportuno enquanto meus braços compridos tentavam buscar a lua.






Inalei todo teu cheiro e tranquei na baú da alma pra lembrar no leito de morte e espantar o medo.






A morte virá algum dia e quero estar à espera tranquila e serena fingindo que a ua mão toca a minha e me ensina a paz.






Abri os olhos e tudo ficou no tempo do relógio que parou no dia em que o elevador me trouxe de volta.

Quinta-feira, Novembro 05, 2009

3 minutos



Eu não tenho nem mais 3 minutos pra você.


Eu não tenho nem mais meia palavra pra te dizer.

Se nenhum amor dura pra sempre, nenhuma dor também.

Eu não tenho nem mais 1 segundo pra você, eu não tenho a cabeça no lugar pra te dizer...

A gente acha o que procura, existe sempre um outro alguém.

Eu já me cansei dessa história, não vou viver de memórias... viver é bem mais.

Eu não quero mais saber de você.

Eu não tenho mais vontade de te ter.

Se nenhum amor dura pra sempre, nenhuma dor também.

Não quero mais sentir teu cheiro, não quero mais ouvir tuas palavras.

Eu já me cansei dessa história, não vou viver de memórias... Viver é bem mais.

 
Frejat

Sexta-feira, Outubro 30, 2009

Um turbilhão confuso de imagens me cortando ao meio e seus olhos ainda em mim.
Enquanto me olhava eu buscava uma resposta para a pergunta inacreditável.
De onde teria saído isso?
Estática e de olhos arregalados, devia ser essa a minha aparência.
Ele estava nervoso procurando os cigarros enquanto eu procurava alucinada a resposta dentro de mim.
E, Deus meu, eu não sabia a resposta. Ele não acreditaria em nada tão simples e meu cérebro buscava loucamente criar algo plausível e verossímel o suficiente para ele.
Por que ele precisa ser tão complicado?

Abro a janela e deixo o vento soprar palavras distorcidas na minha cara. Sons de buzinas e carros e pássaros e pessoas.
Ele me apressa com os olhos e um gesto conhecido de cabeça.
Que droga! Que droga!
Só preciso de algo razoável. Um álibi, uma desculpa, uma verdade menos idiota.  Qualquer criança teria a resposta na ponta de língua e me vejo olhando a cidade completamente muda.
Ele vem furioso em minha direção com palavras fulminantes prestes a serem explodidas por seus lábios lindos. E então dou três passos corridos em direção à janela e me atiro do andar mais alto do prédio azul. Sinto as lágrimas enquanto caio e a  verdade cuspida  meio torta em direção a ele... eu não sei.

Quarta-feira, Outubro 28, 2009


Outubro: 4 anos sem ver você.

Terça-feira, Outubro 27, 2009

Medo de dormir.
De dormir e encontrar a morte no sono,
de não voltar a ver toda essa luz.
Acordo suada e me agarro ao fio da vida.
Quero ficar para os outros amanheceres.
Medo de que meus olhos não se abram para amanhã.
Medo de deitar e deixar o sono invadir.
Medo de me entregar ao escuro das pálpebras cerradas.
Medo.
Do nada que possa haver.
Da vida que vou deixar.
Medo de esquecer essa vida, as pessoas e lugares.
Medo de ser esquecida.
De deitar, morrer, sumir.